{"id":69,"date":"2013-11-01T22:05:59","date_gmt":"2013-11-01T22:05:59","guid":{"rendered":"http:\/\/institutomusicalrenatobon.com.br\/pesquisa\/?p=69"},"modified":"2013-11-15T02:57:29","modified_gmt":"2013-11-15T02:57:29","slug":"2-2-a-consciencia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/institutomusicalrenatobon.com.br\/pesquisa\/?p=69","title":{"rendered":"2.2  A CONSCI\u00caNCIA"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 90px;\"><span style=\"color: #c0c0c0;\">\u201cFeche os olhos por um instante e, desligando-se da percep\u00e7\u00e3o do mundo, pense numa menina tomando sorvete ou num centauro. Lembra-se do palha\u00e7o da sua festa de anivers\u00e1rio de cinco anos? E do nome do presidente da republica? Todos esses fatos precisam de um palco para representar seus pap\u00e9is de protagonistas da vida mental \u2013 a consci\u00eancia.\u201d (NERO, Henrique Sch\u00fctzer Del. O S\u00edtio Da Mente 5\u00aa Ed.S\u00e3o Paulo: Collegium Cogniti Ltda, 2002 ;pag. 125)<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<span style=\"color: #ffffff;\"> A consci\u00eancia \u00e9 uma interpreta\u00e7\u00e3o de uma rela\u00e7\u00e3o de fatos e dados assimilados fruto da organiza\u00e7\u00e3o deles pela viv\u00eancia ou mem\u00f3ria do indiv\u00edduo, como uma rela\u00e7\u00e3o de figura-fundo. Para uma figura poder ser percebida depende do contraste com o fundo no qual ela est\u00e1 inserida. Todos os fen\u00f4menos independentes dos sentidos pelo qual est\u00e3o sendo captados dependem de inter-relatividades para serem interpretados, inclusive as distancias entre os eventos no tempo.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 90px;\"><span style=\"color: #c0c0c0;\">\u201cNa doutrina que todas as formas aparentes de rela\u00e7\u00f5es entre \u201cestados de consci\u00eancia\u201d ou \u201crepresenta\u00e7\u00f5es\u201d s\u00e3o do tipo associativo, a observa\u00e7\u00e3o p\u00f5e-nos em presen\u00e7a de uma s\u00e9rie de fen\u00f4menos, cuja conex\u00e3o intima nos escapa; n\u00e3o se pode sen\u00e3o notar sua ordem e reconstruir, por indu\u00e7\u00e3o, suas leis. D\u00e1-se com os fatos ps\u00edquicos o que se d\u00e1 com esses fatos f\u00edsicos cujas liga\u00e7\u00f5es de causalidade s\u00e3o conclu\u00eddas e, n\u00e3o, percebidas.\u201d (GUILLAUME, Paul. A Psicologia da Forma 2\u00aaed S\u00e3o Paulo: Nacional, 1966 ; pag.120)<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<span style=\"color: #ffffff;\"> A consci\u00eancia formula uma realidade individual, pois est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0 associa\u00e7\u00e3o da observa\u00e7\u00e3o e a interpreta\u00e7\u00e3o das associa\u00e7\u00f5es dos fen\u00f4menos observados. Tanto a mem\u00f3ria quanto a capacidade de interpretar e desenvolver probabilidades, envolvem rela\u00e7\u00f5es dos dados assimilados no dado instante de sua capta\u00e7\u00e3o quanto as suas poss\u00edveis organiza\u00e7\u00f5es. Estas organiza\u00e7\u00f5es ocorrem tanto do ser consigo mesmo (rela\u00e7\u00f5es pessoais de percep\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o) quanto do ser com o sistema ao qual pertence (mem\u00f3ria do sistema, incluindo o senso comum e o inconsciente coletivo). Estes atuam na configura\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o das interpreta\u00e7\u00f5es e associa\u00e7\u00f5es dos fen\u00f4menos observados. Estas conclus\u00f5es s\u00e3o, como todas as verdades, moment\u00e2neas e dependentes da interpreta\u00e7\u00e3o. Os mesmos fen\u00f4menos observados pelo mesmo observador podem ter suas interpreta\u00e7\u00f5es variadas por uma configura\u00e7\u00e3o diferente de associa\u00e7\u00f5es no momento seguinte. Como em uma ilus\u00e3o de \u00f3tica em uma obra de arte onde uma imagem \u00e9 criada com v\u00e1rios pontos de fuga. No primeiro momento a totalidade vai ser organizada em dire\u00e7\u00e3o a um ponto de fuga e no instante seguinte pode ser organizada em dire\u00e7\u00e3o a outro. Desta forma a mesma imagem pode ser vista de formas completamente distinta. Tais configura\u00e7\u00f5es aparecem nas figuras Escadarias e Relatividade do artista pl\u00e1stico Escher logo abaixo:<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_70\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/institutomusicalrenatobon.com.br\/pesquisa\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Pontos-de-Fuga-e-Escadarias-Escher.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-70\" class=\"size-medium wp-image-70    \" title=\"Figura 2: Pontos de Fuga e Escadarias - Escher\" alt=\"Figura 2: Pontos de Fuga e Escadarias - Escher\" src=\"http:\/\/institutomusicalrenatobon.com.br\/pesquisa\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Pontos-de-Fuga-e-Escadarias-Escher-300x291.png\" width=\"300\" height=\"291\" srcset=\"https:\/\/institutomusical5.websiteseguro.com\/pesquisa\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Pontos-de-Fuga-e-Escadarias-Escher-300x291.png 300w, https:\/\/institutomusical5.websiteseguro.com\/pesquisa\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Pontos-de-Fuga-e-Escadarias-Escher.png 901w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-70\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2: Pontos de Fuga e Escadarias &#8211; Escher<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_71\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/institutomusicalrenatobon.com.br\/pesquisa\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Imagem41.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-71\" class=\"size-medium wp-image-71     \" title=\"Figura 3: Relatividade - Escher\" alt=\"Figura 3: Relatividade - Escher\" src=\"http:\/\/institutomusicalrenatobon.com.br\/pesquisa\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Imagem41-300x284.png\" width=\"300\" height=\"284\" srcset=\"https:\/\/institutomusical5.websiteseguro.com\/pesquisa\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Imagem41-300x284.png 300w, https:\/\/institutomusical5.websiteseguro.com\/pesquisa\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Imagem41.png 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-71\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3: Relatividade &#8211; Escher<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Essas m\u00faltiplas interpreta\u00e7\u00f5es podem ocorrer pela intera\u00e7\u00e3o de c\u00f3digos de um sistema. \u00a0Um exemplo aparece na figura do vaso e dos rostos conhecida como &#8220;Vaso de Rubin&#8221; onde ao interagirem figura e fundo os contornos se formam em dois c\u00f3digos simult\u00e2neos, interdependentes e distintos. Segundo o cientista cognitivo Roger Shapard, professor da Stanfor University, &#8220;a ambiguidade na percep\u00e7\u00e3o significa que o mesmo estimulo f\u00edsico pode dar origem a diferentes interpreta\u00e7\u00f5es perceptiva em ocasi\u00f5es diferentes&#8221; (SHEPARD, 1999, p. 123). Este fen\u00f4meno \u00e9 conhecido como &#8220;segrega\u00e7\u00e3o figura-fundo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_72\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/institutomusicalrenatobon.com.br\/pesquisa\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Vaso-e-rostos.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-72\" class=\"size-medium wp-image-72   \" alt=\"Figura 4:  Vaso e rostos ou &quot;Vaso de Rubin&quot; - contornos simult\u00e2neos gerando o fen\u00f4meno de &quot;segrega\u00e7\u00e3o figura fundo&quot;.\" src=\"http:\/\/institutomusicalrenatobon.com.br\/pesquisa\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Vaso-e-rostos-300x185.png\" width=\"300\" height=\"185\" srcset=\"https:\/\/institutomusical5.websiteseguro.com\/pesquisa\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Vaso-e-rostos-300x185.png 300w, https:\/\/institutomusical5.websiteseguro.com\/pesquisa\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Vaso-e-rostos.png 431w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-72\" class=\"wp-caption-text\">Figura 4: Vaso e rostos ou &#8220;Vaso de Rubin&#8221; &#8211; contornos simult\u00e2neos gerando o fen\u00f4meno de &#8220;segrega\u00e7\u00e3o figura fundo&#8221;.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <span style=\"color: #ffffff;\">\u00a0 Algo parecido pode acontecer ao ouvir polirritmias onde ciclos se encaixam em um m\u00ednimo m\u00faltiplo comum, como por exemplo na composi\u00e7\u00e3o <i>Vessel<\/i> , do disco \u201cKoyaanisqatsi\u201d. Nesta obra Philip Glass utiliza ciclos de 3 X 4, deixando pelo menos tr\u00eas possibilidades de organiza\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos temporais aos observadores ouvintes. Um pulso que se organiza em volta do quatro, um que se organiza em volta do tr\u00eas e um terceiro que abrange o m\u00ednimo m\u00faltiplo dos dois e \u00e9 sentido simultaneamente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"padding-left: 90px; text-align: justify;\"><span style=\"color: #c0c0c0;\">\u201cConhece-se a c\u00e9lebre tese de Hume: Vemos a bola de bilhar A vir a bater na bola de bilhar B im\u00f3vel; nesse momento A det\u00eam e B p\u00f5e-se em movimento; quando o movimento de B sucede, regularmente, ao de A dizemos que um \u00e9 a causa e o outro efeito, mas n\u00e3o temos nenhum\u00a0 meio de perceber, diretamente, essa rela\u00e7\u00e3o causal, e distinguimo-la de uma coincid\u00eancia acidental somente por sua regularidade. A causa n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o o antecedente invari\u00e1vel. A psicologia associacionista tende \u00e0 aplicar esta concep\u00e7\u00e3o \u00e1 pr\u00f3pria vida mental, de um modo que o senso comum sente como paradoxal&#8230; quando sentimos dor damos um grito; quando uma id\u00e9ia evoca outra, tudo o que conhecemos desta evoca\u00e7\u00e3o \u00e9 a sucess\u00e3o pura dos fatos, etc.\u201d (GUILLAUME, Paul. <b>A Psicologia da Forma<\/b> 2\u00aaed S\u00e3o Paulo: Nacional, 1966 ; pag.120)<\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px; text-align: justify;\"><span style=\"color: #c0c0c0;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A causa e efeito s\u00e3o uma demonstra\u00e7\u00e3o pura da a\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria do sistema, assim como o senso comum. Um ouvinte que n\u00e3o cresce em um sistema onde a r\u00edtmica tem caracter\u00edsticas polirritmias, tender\u00e1 a n\u00e3o organizar dois ciclos simult\u00e2neos. O mesmo pode acontecer a um m\u00fasico que tem contato com tal t\u00e9cnica e conseguiria distingui-la facilmente, mas observa levianamente ou observa em um contexto que as polirritmias n\u00e3o s\u00e3o usuais. Desta forma acarretando a n\u00e3o distin\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o dos dois ciclos simult\u00e2neos. Tal percep\u00e7\u00e3o requer o processamento da interpreta\u00e7\u00e3o junto \u00e0 percep\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria e consci\u00eancia dos eventos ouvidos no decorrer da sequ\u00eancia cronol\u00f3gica.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"padding-left: 90px; text-align: justify;\"><span style=\"color: #c0c0c0;\">\u201cPara a teoria da Forma, a organiza\u00e7\u00e3o ps\u00edquica traduz a de um processo cerebral da mesma estrutura. Os sentimentos de passagem, de causalidade, de unidade, de continuidade, s\u00e3o a express\u00e3o de caracteres din\u00e2micos fundamentais desse processo cerebral.\u201d (GUILLAUME, Paul. <b>A Psicologia da Forma<\/b>; pag.122)<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<span style=\"color: #ffffff;\"> \u00a0 \u00a0O ser enxerga um espelho ao organizar a realidade: A realidade \u00e9 organizada em fun\u00e7\u00e3o de sua exist\u00eancia passada pela exist\u00eancia presente para a exist\u00eancia futura.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"padding-left: 90px; text-align: justify;\"><span style=\"color: #c0c0c0;\">\u00a0\u201cNuma filosofia que se recusa a separar os materiais da organiza\u00e7\u00e3o deles, essa organiza\u00e7\u00e3o tem a mesma realidade e o mesmo valor cient\u00edfico que \u00e0queles.\u201d (GUILLAUME, Paul. <b>A Psicologia da Forma<\/b>; pag.122)<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 <span style=\"color: #ffffff;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O ser d\u00e1 o valor do &#8220;espelho&#8221; \u00e0 realidade: a partir da organiza\u00e7\u00e3o a realidade ganha qualidades e valores que s\u00e3o decorrentes dos c\u00f3digos com os quais os dados foram organizados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Existem organiza\u00e7\u00f5es conscientes e inconscientes das varia\u00e7\u00f5es das interpreta\u00e7\u00f5es dos sentidos:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"padding-left: 90px; text-align: justify;\"><span style=\"color: #c0c0c0;\">\u00a0\u201cencontramo-nos diante um efeito sem nada sabermos das for\u00e7as as quais \u00e9 devido; percebemos uma figura sem termos consci\u00eancia do dinamismo que lhe imp\u00f5em sua estrutura\u201d &#8211; exemplo um cone formado por um triangulo em evolu\u00e7\u00e3o &#8211; \u201cesta pode mudar espontaneamente, como nos experimentos em que dois modos de percep\u00e7\u00e3o se alternam, e as condi\u00e7\u00f5es subjetivas dessa oscila\u00e7\u00e3o podem estar t\u00e3o bem ocultas que alguns sujeitos as atribuem a uma modifica\u00e7\u00e3o material do objeto. D\u00e1-se o mesmo, ao aspecto apetitoso de um alimento e nosso estado de fome, mesmo quando essa fome \u00e9 claramente consciente; a maneira pela qual a necessidade rege esse aspecto como a sua forma ou cor, e n\u00e3o parece nos inerente ao objeto como a sua forma ou cor, e n\u00e3o prevemos que n\u00e3o sobrevivera \u00e0 nossa fome.\u201d (GUILLAUME, Paul. <b>A Psicologia da Forma<\/b>; pag.122)<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0<span style=\"color: #ffffff;\"> \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A interpreta\u00e7\u00e3o do contexto ao qual os dados ocorrem interferem diretamente na organiza\u00e7\u00e3o dos dados assimilados.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"padding-left: 90px; text-align: justify;\"><span style=\"color: #c0c0c0;\">\u201cNosso campo de consci\u00eancia corresponde s\u00f3 a uma parte, e n\u00e3o a totalidade do que chamamos de campo psicof\u00edsico. A parte depende do todo, e s\u00f3 por ele \u00e9 plenamente intelig\u00edvel. \u00c9 assim que a <i>Teoria da Forma <\/i>traduz o fato de que as fun\u00e7\u00f5es cerebrais transbordam as fun\u00e7\u00f5es conscientes, e que estas n\u00e3o se compreendem se n\u00e3o recolocadas num conjunto de fun\u00e7\u00f5es inconscientes. Os erros da consci\u00eancia resultam de uma confus\u00e3o da parte com o todo. Podem comparar-se \u00e0 deforma\u00e7\u00e3o estrutural de uma figura, da qual as partes que j\u00e1 eram vis\u00edveis, pouco antes, tomariam agora, em nossa percep\u00e7\u00e3o, outro aspecto; ocorre algo an\u00e1logo quando a psicologia completa e corrige uma interpreta\u00e7\u00e3o do senso comum.\u201d (GUILLAUME, Paul. <b>A Psicologia da Forma<\/b>; pag.122)<\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px; text-align: justify;\">\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <span style=\"color: #ffffff;\">\u00a0 \u00a0 N\u00e3o h\u00e1 percep\u00e7\u00e3o que alcance a totalidade, a percep\u00e7\u00e3o depende da decodifica\u00e7\u00e3o dos dados assimilados pela mem\u00f3ria.\u00a0 A mem\u00f3ria \u00e9 inerente ao ser. A situa\u00e7\u00e3o influencia o c\u00f3digo. A interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 moment\u00e2nea e parcial. Mais consciente \u00e9 aquele que entende varias probabilidades\u00a0 de interpreta\u00e7\u00e3o simult\u00e2neas.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cFeche os olhos por um instante e, desligando-se da percep\u00e7\u00e3o do mundo, pense numa menina tomando sorvete ou num centauro. Lembra-se do palha\u00e7o da sua festa de anivers\u00e1rio de cinco anos? E do nome do presidente da republica? 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