{"id":182,"date":"2014-08-14T00:28:14","date_gmt":"2014-08-14T00:28:14","guid":{"rendered":"http:\/\/institutomusicalrenatobon.com.br\/pesquisa\/?p=182"},"modified":"2014-08-14T00:28:14","modified_gmt":"2014-08-14T00:28:14","slug":"5-2-organizacao-perceptual-assimilacao-e-contraste-figura-e-fundo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/institutomusicalrenatobon.com.br\/pesquisa\/?p=182","title":{"rendered":"5.2  ORGANIZA\u00c7\u00c3O PERCEPTUAL \u2013 ASSIMILA\u00c7\u00c3O E CONTRASTE; FIGURA E FUNDO"},"content":{"rendered":"<p>Somos bombardeados por est\u00edmulos f\u00edsicos todo o tempo e, para compreend\u00ea-los, formamos organiza\u00e7\u00f5es perceptuais (termo que se aplica tanto ao processo de organiza\u00e7\u00e3o quanto ao resultado em si). H\u00e1 v\u00e1rias maneiras de se organizar esses est\u00edmulos, e, de fato, o fazemos, mas de tal modo que exista sempre apenas uma: nunca h\u00e1 dois tipos de organiza\u00e7\u00e3o em um s\u00f3 momento. Esse empreendimento se d\u00e1 de maneira espont\u00e2nea, inerente ao indiv\u00edduo, por\u00e9m o consciente pode exercer um papel nesse processo, pois a organiza\u00e7\u00e3o perceptual ocorre dentro e fora da consci\u00eancia: se a pessoa quiser, poder\u00e1 cri\u00e1-la conscientemente, mas se n\u00e3o o fizer, o inconsciente agir\u00e1.<br \/>\nUm ponto importante no processo de organiza\u00e7\u00e3o perceptual \u00e9 a diferencia\u00e7\u00e3o do campo perceptual. A maneira com que a forma \u00e9 apresentada pode, por exemplo, suscitar fen\u00f4menos como a associa\u00e7\u00e3o e o contraste.<br \/>\nO primeiro destes princ\u00edpios diz respeito a uma homogeneiza\u00e7\u00e3o das partes da forma a que somos compelidos quando n\u00e3o h\u00e1 fronteiras entre elas, ou quando n\u00e3o as percebemos. Os contornos se tornam importantes neste sentido: tendemos a tornar cada parte homog\u00eanea em mat\u00e9ria de luz; a assimila\u00e7\u00e3o pode acontecer quando h\u00e1 proximidade, especialmente quando estas \u00e1reas pr\u00f3ximas n\u00e3o est\u00e3o delimitadas. J\u00e1 o contraste consiste em perceber-se uma diferen\u00e7a maior do que ela realmente \u00e9, e ocorre quando h\u00e1 uma separa\u00e7\u00e3o das partes, quase de maneira contr\u00e1ria \u00e0 assimila\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPor\u00e9m deve-se sempre lembrar que, tanto assimila\u00e7\u00e3o como contraste s\u00e3o &#8220;regidos&#8221; pela organiza\u00e7\u00e3o perceptual total, podendo, at\u00e9 mesmo haver a ocorr\u00eancia dos dois fen\u00f4menos em um mesmo objeto, dependendo de, por exemplo, qual o fundo sob o qual est\u00e1 a figura. Estes dois conceitos, fundo e figura, s\u00e3o os mais simples da forma de organiza\u00e7\u00e3o perceptual: em qualquer campo diferenciado, uma das partes sempre parece &#8220;saltar&#8221;, se salientar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras. A ela damos o nome de figura, sendo o fundo todo o resto.<br \/>\nO que nos permite diferenci\u00e1-los, enxergar uma separa\u00e7\u00e3o entre ambos \u00e9 o contorno: uma fronteira f\u00edsica que mais parece pertencente \u00e0 figura, conferindo forma a ela. Se h\u00e1 uma invers\u00e3o, se a figura passa a parecer fundo e vice-versa, ent\u00e3o o contorno passar\u00e1, logicamente, a parecer pertencer \u00e0 nova figura. A figura sempre parece possuir o contorno. Se, em uma forma, n\u00e3o fica muito clara essa separa\u00e7\u00e3o (sendo que sempre veremos uma parte como figura e outra como fundo; o que pode n\u00e3o ficar claro \u00e9 o que qual das partes \u00e9 definitivamente), h\u00e1 uma flutua\u00e7\u00e3o, percebemos alternadamente os elementos como figura e fundo; por\u00e9m, sempre um de cada vez, e sempre um. Ao acontecer essa flutua\u00e7\u00e3o, o contorno passa a nos parecer completamente diferente em cada um dos casos. Pode acontecer, tamb\u00e9m, de algo ser definido como figura embora n\u00e3o haja um contorno, uma linha f\u00edsica que o delimite: esse fen\u00f4meno \u00e9 conhecido como fechamento e \u00e9 muito comum, posto que certas formas est\u00e3o de uma maneira que nos pare\u00e7a completa, n\u00e3o cabendo ali nenhum tipo de modifica\u00e7\u00e3o; \u00e9 como se elas se bastassem, fossem suficientes, enfim, completas em si.<br \/>\nNa determina\u00e7\u00e3o de o que \u00e9 figura e fundo influem diversos fatores, como tamanho e localiza\u00e7\u00e3o, ou, caso esses sejam os mesmos, a \u00e1rea que for menor ou mais fechada. Geralmente, o que pode ser agrupado com mais facilidade, pare\u00e7a seguir uma &#8220;linha&#8221;, for mais homog\u00eaneo, ou at\u00e9 mesmo o que for mais conhecido para quem observa (e a\u00ed entra a quest\u00e3o da subjetividade na percep\u00e7\u00e3o) passar\u00e1 a ser visto como a figura. H\u00e1 at\u00e9 mesmo a influ\u00eancia do sistema nervoso e outros processos do tipo nessa determina\u00e7\u00e3o.<br \/>\nFigura e fundo s\u00e3o diferenciados n\u00e3o s\u00f3 em formas visuais, vale lembrar; tendemos a separ\u00e1-los em todas as experi\u00eancias de percep\u00e7\u00e3o. Na chamada m\u00fasica pop, por exemplo, geralmente percebemos a voz do cantor como figura e o instrumental como fundo, como acompanhamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Somos bombardeados por est\u00edmulos f\u00edsicos todo o tempo e, para compreend\u00ea-los, formamos organiza\u00e7\u00f5es perceptuais (termo que se aplica tanto ao processo de organiza\u00e7\u00e3o quanto ao resultado em si). 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